2018 Global Assessment Trends Report

Jorge Horta Alves
Managing Director da SHL Portugal
(Texto publicado na RH Online em 30/agosto/2018)

A SHL tem publicado ao longo dos anos diversos Relatórios sobre as Tendências Globais do Assessment, entendido este no sentido lato das práticas de avaliação e de gestão do talento.

O relatório de 2018 inclui os resultados de um inquérito online conduzido nos finais de 2017, com dados de 3135 profissionais de Recursos Humanos de empresas de todo o mundo.

Foca-se em três áreas:

1) A mudança no trabalho e as implicações relacionadas com a estratégia organizacional e a gestão do talento;

2) A importância crescente dos dados sobre o talento no futuro,

3) A utilização atual e planeada dos instrumentos de avaliação do talento.

Eis algumas conclusões que me parecem significativas:

1 – As empresas estão focadas nos programas para os níveis de topo e em gerir e desenvolver uma força de trabalho ágil.

As cinco prioridades de topo para 2018 são o desenvolvimento em liderança, a identificação do talento de elevado potencial, o desenvolvimento da carreira, a gestão do desempenho e o planeamento das sucessões. O compromisso/retenção, que era a primeira prioridade em 2014, caiu para sexto lugar.

As cinco principais prioridades são muito consistentes em todas as regiões geográficas, indicando um foco claro nos programas internos para o talento, em todo o mundo.

2 – O potencial de utilização dos big data no recrutamento e seleção de novos colaboradores ainda não foi totalmente alcançado. O número de inquiridos que concorda que atualmente há aplicações úteis dos big data no recrutamento de novos colaboradores (38%) é igual aos que acham que as aplicações vantajosas ainda estão a vários anos de distância (38%), enquanto 17% crê que a importância da utilização dos big data no recrutamento tem sido muito exagerada.

Estes resultados sugerem que há perceções mistas sobre a utilidade desta prática, o conhecimento de como impulsionar os processos de Recursos Humanos com os dados externos ou integrados sobre o talento e o conhecimento de como analisar estes dados para obter melhores ideias.

3 – A entrevista continua a ser o suporte principal do processo de admissão, com as entrevistas por vídeo em tempo real a tornarem-se vulgares.

Enquanto as entrevistas estruturadas são largamente utilizadas (76%), as entrevistas por vídeo em tempo real são cada vez mais comuns (54%).

As entrevistas assíncronas (vídeo pré-gravado ou áudio pré-gravado) são utilizadas apenas por 13% dos inquiridos, com 72% indicando que não têm planos para utilizar esta tecnologia. A investigação sobre a experiência dos candidatos mostra que estes têm clara preferência pelas entrevistas pessoais. Em termos de entrevistas digitais, a preferência por entrevistas por vídeo em tempo real excede claramente a preferência por entrevistas assíncronas.

Estas são três das conclusões que me pareceu interessante partilhar com os profissionais dos Recursos humanos em Portugal. O relatório inclui, no entanto, nas suas 39 páginas, uma riqueza de informação global e de grande atualidade para a nossa prática profissional.

Pode obter uma cópia deste relatório aqui

“Os meus Parabéns à iniciativa Magic Tools (da SHL Portugal) que constitui uma abordagem muito mais direcionada para a realidade e necessidades empresariais (temos pouco tempo disponível e temos de apresentar resultados imediatos)”.

Sandra Ferreira, Técnica de Recursos Humanos, Vodafone.